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19/03/2009 Protesto de vigilantes para o Centro Manifestantes atearam fogo em lixo, invadiram bancos e quebraram carros-forte |
| TRÊS veículos de transportadoras de valores tiveram pneus e retrovisores danificados. Categoria pede reajuste de 30% | |
| José Accioly | |
A manifestação começou na avenida Guararapes e seguiu para a avenida Dantas Barreto. Na via, eles atearam fogo no lixo jogado no meio da via pública e um carro-forte da empresa Liserve Vigilância, que estava passando no momento, foi impedindo de seguir na via e teve um dos pneus esvaziados. Na avenida Nossa Senhora do Carmo, no bairro de Santo Antonio, dois carros de transporte de valores da Nordeste Segurança teve os retrovisores quebrados e um dos pneus murchados, além de serem danificados por marretas utilizadas por um dos manifestantes, que não foi identificado. O barulho do apitaço era ensurdecedor durante todo o trajeto.
Os manifestantes ainda invadiram as agências dos bancos do Brasil, na avenida Rio Branco; o Banco Real, no Cais do Apolo; e no Bradesco, na avenida Conde da Boa Vista. O protesto terminou na sede do sindicato, na rua do Sossego, em Santo Amaro. “Essa atitude é para comunicar que os vigilantes que trabalham nos bancos paralisarão amanhã se não tiver um acordo. Segundo a Lei Federal 7.102, de 1983, nenhum estabelecimento financeiro pode funcionar sem segurança patrimonial, ou seja, vigilantes. Entramos com um processo na Superintendência Regional do Trabalho por causa da proposta oferecida pelos patrões”, informou um dos diretores do Sindesv, Carlos Gomes.
Duas viaturas da Polícia Militar do 16ø Batalhão (BPM) que acompanharam o protesto não reagiram aos atos de vandalismo dos vigilantes. “Recebemos informações do Ciods para apenas acompanhar o tumulto e não intervir”, limitou-se a explicar o sargento do 16º BPM, Álvaro Lins. Quanto aos atos de vandalismo, o presidente do presidente do Sindesv, Cassiano Souza, desconversou sobre o assunto, justificando que foram “pessoas de fora da manifestação que depredaram os carros”. De acordo com o agente da Guarda Civil (GC), Elioeniai de Sá Leitão, mais de 20 homens da GC fiscalizaram e interditaram as ruas onde a movimentação passou, utilizando oito batedores e três viaturas.
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Fonte; Folha de Pernambuco






