Objetivo é melhorar controle sobre as informações das empresas privadas no Brasil
Empresários e gestores de empresas de segurança privada, entidades representativas da categoria dos estados brasileiros, bem como o superintendente da Polícia Federal, Leandro Coimbra, e o Coordenador-Geral de Controle de Segurança Privada da PF, Adelar Anderle, estiveram presentes nesta terça-feira, 17.08, na Superintendência Regional da Polícia Federal, em São Paulo, para conhecer o GESP II (Gestão Eletrônica de Segurança Privada) - novo sistema do programa pelo qual as empresas regulares atualizam suas informações perante seu órgão controlador, a Polícia Federal.
Na ocasião, Anderle reconheceu a grande dificuldade enfrentada hoje pelos empresários do setor em manter suas informações atualizadas e afirmou que o novo sistema deverá facilitar tal processo, além de permitir que os dados estejam integrados a nível federal. “Há quatro anos, quando lançamos a primeira versão deste programa, não dimensionávamos a demanda atual. Portanto, este novo sistema deve facilitar o trâmite tanto para nós quanto para o empresário e, assim, possibilitar um maior controle da PF sobre o número de vigilantes, empresas regulares e armas utilizadas pelo setor”, disse Anderle.
Através do sistema atual, as empresas enfrentam grandes dificuldades para modificar informações que precisam ser atualizadas constantemente a fim de operarem dentro das exigências legais. “As empresas regulares recebem fiscalização agressiva e são multadas quando não cumprem alguma obrigação. Por isso, os empresários se preocupam em atualizar suas informações, mas o atual sistema torna o processo quase que inoperante. O novo sistema deverá incentivar as empresas a se manterem na regularidade”, avalia o presidente do Sesvesp (Sindicato das Empresas de Segurança Privada do Estado de São Paulo), José Adir Loiola.
O PGDWEB do GESP 2, como foi batizado, começa a operar a partir do próximo dia 27 de setembro. Até lá, as empresas já cadastradas no GESP ou que pretendem se cadastrar deverão solicitar informações na Polícia Federal, ou nas entidades representativas de cada estado, sobre o novo sistema. Deverão, também, atualizar suas informações até uma semana antes da data, para evitar transtornos na mudança do sistema.
A atividade de segurança privada no Brasil é regulada pela Lei 7.102/83 e a fiscalização é feita na esfera federal, por meio do Ministério da Justiça. No Brasil, há mais de 1.500 empresas autorizadas pela Polícia Federal que empregam cerca de 500 mil vigilantes regulares. O setor gerou um movimento econômico, no ano de 2009, de cerca de R$ 14 bi. Deste valor, R$ 50 mi foi direcionado à Polícia Federal.
Sesvesp - Recebeu sua Carta Sindical no ano de 1988 e vem trabalhando desde então como entidade que congrega e representa a categoria econômica de segurança privada, segurança eletrônica e dos cursos de formação e aperfeiçoamento de vigilantes no Estado de São Paulo. O sindicato tem a preocupação constante de defender a categoria e oferecer uma prestação de serviços que possa minimizar os problemas de suas associadas. É o primeiro em lançar cursos para as empresas do segmento com linguagem específica. www.sesvesp.com.br
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Polícia Federal apresenta GESP II aos empresários de segurança privada

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