Irregularidades na segurança privada prosseguirão a ser discutidas
Uma nova audiência pública, com a participação da Polícia Federal, da Central de Licitações (Celic) e do Ministério Público Estadual, além das entidades presentes no encontro desta quarta-feira (18), foi o encaminhamento principal da audiência pública sobre segurança privada realizada pela Comissão de Cidadania e Direitos Humanos. Segundo o deputado Dionilso Marcon (PT) foram tantas as denúncias de irregularidades e problemas levantados pelos participantes que a discussão deve ter continuidade.
No entanto, Marcon ressalvou que o principal interesse da Comissão é a situação dos 4 mil trabalhadores que estão sem receber seus direitos desde o fechamento da empresa que prestava serviços de vigilância à Corsan. A audiência foi solicitada pela Força Sindical, representada pelo presidente do Sindicato dos Vigilantes, Evandro dos Santos.
Denúncias partem de trabalhadores e empresários
A principal denúncia foi de Evandro dos Santos. Segundo ele, as empresas fariam orçamentos inexequíveis para ganharem licitações e terminariam assim por prejudicar os trabalhadores. Ele apontou que nos últimos dois anos oito empresas de vigilância quebraram no Estado, e até hoje os trabalhadores não receberam seus direitos. “A maioria delas prestava serviços a órgãos públicos. A última que quebrou prestava serviços para a Corsan, e cerca de 2300 trabalhadores ainda estão sem receber o fundo de garantia”, relatou.
Os sindicatos de trabalhadores também reclamaram da concorrência desleal de serviços prestados por policiais militares, policiais civis e agentes penitenciários, que fariam “bico”, além da falta de fiscalização efetiva das empresas e dos contratos públicos.







Uma ação conjunta de vigilantes das Empresas de Segurança Patrimonial Prossegur, Garra e Polícia Civil de Nova Viçosa, conseguiu prender em flagrante Edivaldo Ribeiro de Amorim e Benedito Barbosa Ribeiro.


